A busca pela otimização de custos e investimentos é mais um fator que diferencia as elétricas locais que apresentaram maior crescimento e retorno. "A regulação não exige esse nível de eficiência, então é uma disciplina que tem que ser autoimposta", diz Antônio Bernardo, presidente da Roland Berger Brasil. A gestão dos grandes projetos é o principal entrave. Segundo levantamento da consultoria, os principais empreendimentos do setor tem atraso médio de um ano e meio, com desvios de orçamento da ordem de 40%. "Saber gerir bem esses projetos é um grande diferencial", ressalta ele. Apesar da boa posição relativa das empresas nacionais, o estudo da Roland Berger mostra uma redução brusca no patamar de rentabilidade desde 2012, quando foi lançada a Medida Provisória (MP) 579, que visava reduzir a tarifa para os consumidores. Nos cálculos da consultoria, o retorno médio sobre capital investido caiu de 8,8% em 2010 para 3,9% no ano passado, deixando o Brasil em último lugar no mundo, atrás da Europa e Estados Unidos, mercados mais maduros e com taxas de juros muito menores. (Valor Econômico – 08.09.2015)
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