As quinze principais empresas fornecedoras do programa espacial brasileiro já começaram a trabalhar no desenvolvimento do novo satélite de sensoriamento remoto Cbers-4A, o quinto do programa feito em parceria com a China, mas o projeto está cercado de incertezas e ainda depende da liberação de recursos. O Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) prevê R$ 21,2 milhões para o desenvolvimento do satélite em 2015. O orçamento total do projeto é de R$ 100 milhões. A liberação dos recursos, segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo depende, porém, da aprovação do protocolo complementar ao acordo de parceria assinado entre o Brasil e China em abril. "O protocolo está na Casa Civil e de lá vai para o Congresso. Acredito que esse trâmite não seja demorado", disse. As empresas do setor, segundo o presidente da Orbital, Célio Vaz, estão sem novas oportunidades de contratos há quase cinco anos. "Estamos prospectando negócios na área de energia renovável para continuar sobrevivendo, mas ainda vivemos das receitas do segmento espacial", disse. A Orbital atua na produção de painéis solares para satélites e de sistemas para motor foguete a propulsão líquida. (Valor Econômico – 10.09.2015)
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