A previsão de déficit orçamentário para 2016 enviada ao Congresso Nacional no mês passado foi a gota d'água para que o país perdesse o grau de investimento, selo de bom pagador conquistado há sete anos da agência de classificação de risco Standard & Poor's. A nota soberana caiu de "BBB¬" para o nível especulativo "BB+". A perspectiva é negativa, o que significa que novas mudanças podem ocorrer em um ano se houver nova deterioração fiscal. Os riscos para esse movimento, hoje, estão acima de um terço, segundo a própria S&P. A agência também cortou o rating em escala nacional de "BBB+" para "BBB¬", nível mais baixo da métrica de grau de investimento. Segundo a agência, o rebaixamento reflete os desafios enfrentados pelo Brasil, que pesaram sobre a habilidade do governo de submeter ao Congresso um orçamento para 2016 consistente com a correção da política econômica assinalada pelo governo de Dilma Rousseff. "Percebemos agora menos convicção dentro do gabinete da presidente em relação à sua política fiscal", escreveram os analistas da S&P, encabeçados por Lisa Schineller, diretora para América Latina da S&P. (Valor Econômico – 10.09.2015)
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