Nos cálculos da Aneel, as distribuidoras de energia teriam que pagar R$ 5,2 bi pela energia que Jirau deixaria de entregar, "com impacto médio nas tarifas de aproximadamente 5,2%". Somado a isso, os efeitos pretéritos da decisão obrigariam as concessionárias a devolver R$ 2,2 bi para Jirau. "O afastamento da decisão proferida pela diretoria da Aneel acabará por destruir toda a credibilidade que o governo tem tentado conquistar perante os investidores ao longo de vários anos, com o perigo de nova crise no setor elétrico", argumenta o órgão regulador. O documento alerta para o risco de outras usinas que alegam problemas semelhantes aos citados por Jirau tomarem a mesma atitude, principalmente Santo Antônio e Belo Monte. "Em outras palavras, qualquer greve passada poderá ensejar que a energia efetivamente entregue e faturada seja destinada não mais ao contrato bilateral, mas ao mercado de curto prazo, pelo simples oportunismo desse último ser mais vantajoso conjunturalmente", diz a petição. "Impossível mensurar esses efeitos, mesmo porque é sabido que muitos projetos hidrelétricos (seja de pequenas ou grandes centrais) enfrentam problemas com movimentos grevistas ou sociais, dado o seu longo período de construção e os impactos decorrentes de sua construção", acrescenta a petição, ressaltando que o efeito multiplicador atinge "quase todas as centrais hidrelétricas e pequenas centrais hidrelétricas instaladas nos últimos anos no Brasil, e também pode contaminar projetos de outras fontes, tais como centrais eólicas e termelétricas". (O Estado de São Paulo – 14.09.2015)
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