Notícias do setor
16/09/2015
Rebaixamento do rating piora expectativa de inflação

A inflação medida pelo IPCA deu sinais positivos em agosto. Marcou o primeiro recuo em oito meses e poderia representar o ponto de inflexão em direção à esperada volta ao centro da meta, de 4,5%, prometida para o fim do próximo ano, após longa trajetória de alta. Mas o governo nem teve tempo para comemorar. No mesmo dia do anúncio do IPCA de agosto, a agência internacional de avaliação de risco de crédito, Standard & Poor's (S&P), rebaixou o rating do Brasil, que perdeu a classificação de "investment grade", e ainda pregou a perspectiva negativa, o que significa um terço de possibilidade de novo rebaixamento. O dólar disparou imediatamente após o anúncio da S&P, trazendo mais pressão sobre os preços, o que pode comprometer os tímidos progressos obtidos na contenção da inflação em agosto, quando o IPCA ficou em 0,22%, abaixo dos 0,62% de julho, a menor taxa mensal desde julho de 2014 e a menor para o mês desde 2010. Alimentos e passagens aéreas mais baratas contrabalançaram a elevação da gasolina, etanol e tarifas de ônibus. Sete dos nove grupos retratados pelo IPCA desaceleraram. O índice de difusão - o percentual dos produtos em alta -, diminuiu de 65,7% para 65,1%. No acumulado em 12 meses, o IPCA de agosto passou de 9,56% para 9,53%, o primeiro recuo em oito meses. Ainda há um grande descompasso entre os preços livres e administrados. Os livres subiram 0,18% em agosto e acumulam 7,7% em 12 meses, a mesma taxa de julho. Já os administrados, com elevação de 0,32% no mês passado, acumulam 15,8%, ligeiramente menos do que os 16% de julho. A energia elétrica continua sendo o destaque negativo com aumento de 54,4% em 12 meses. (Valor Econômico – 15.09.2015) 

 

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