Um diagnóstico global do Banco Mundial (Bird) aponta que o número de países e cidades que criaram impostos sobre emissões de gases-estufa ou estruturaram mercados de carbono dobrou desde 2012, mesmo com a queda no preço da tonelada de CO2 . O valor destes instrumentos representam hoje cerca de US$ 50 bi globalmente. Quase 70% deste valor é atribuído aos mercados de carbono e o restante às taxas de carbono. Os dois maiores emissores mundiais lideram o volume coberto por estas iniciativas. Na China, que anunciou sua intenção de criar um sistema nacional de emissões de carbono, mercados-piloto em sete províncias abrangem 1 bilhão de toneladas de CO2 . Nos Estados Unidos, este volume é de 0,5 bilhão de tonelada. Na Europa, o mais antigo mercado do gênero continua sendo o maior, cobrindo 2 bilhões de toneladas de CO2 . Segundo o "State and Trends Carbon Pricing 2015", o relatório anual do Banco Mundial, as emissões dos países, estados e municípios com algum sistema de precificação de carbono representam cerca de 1/4 das emissões globais, hoje estimadas em 54 bilhões de toneladas de CO2 . As emissões cobertas por estes instrumentos de preços equivalem a cerca de 7 bilhões de toneladas de CO2 ou 12% do volume de gases-estufa no mundo. "É três vezes maior do que há 10 anos", disse Alexandre Kossoy, coordenador do estudo desde 2010. “O importante é dar preço ao carbono de alguma maneira", diz Kossoy. "A tendência do risco associado à mudança do clima é de aumentar, em frequência e magnitude, nos próximos anos. Isso vai representar uma ruptura tremenda e afetar negócios e investimentos." (Valor Econômico – 21.09.2015)
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