Notícias do setor
22/09/2015
Emissões de gases de efeito estufa de energia podem cair 40%

As emissões de gases de efeito estufa de energia foram as que mais cresceram no Brasil nos últimos 20 anos e são as que mais devem expandir-se nos próximos 15, por causa do aumento na demanda de energia e transporte no Brasil. Mas poderia ser o contrário. Investimentos em energia renovável, eficiência energética, transporte coletivo e redução de subsídios para combustíveis fósseis têm o potencial de reduzir as emissões do setor em pelo menos 40%. É o que sugere um relatório feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo e do World Resources Institute (WRI), que será lançado nesta segunda-feira, 21. O trabalho leva em consideração que o PDE do governo federal (período de 2014 a 2023), orçado em R$ 1 tri, prevê a destinação de mais de 70% dos investimentos no setor para os combustíveis fósseis. Somente 22% iriam para energias renováveis. O grupo, liderado por Oswaldo Lucon, professor convidado do Instituto de Energia e Ambiente da USP, considera também que a porcentagem de energias renováveis na matriz energética brasileira vem caindo. De 2009 a 2014, a participação diminuiu de 47% para 39,4%.É maior que a média mundial – de 13% –, mas tende a cair ainda mais se todo o investimento previsto for mesmo para os fósseis. “Enquanto as grandes economias do mundo estão trabalhando para abandonar a matriz energética fóssil, nós vemos o Brasil ainda em uma tendência de investir nisso. O que propomos no relatório é que haja uma mudança: não renovar os subsídios para gasolina; investir em pesquisa e desenvolvimento para termos tecnologia para expandir as energias solar e eólica; aumentar o investimento público nessas energias; remover barreiras fiscais; retomar o investimento em biocombustível”, afirma Rachel Biderman, diretora do WRI no Brasil. (O Estado de São Paulo – 21.09.2015) 

 

 

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