O sistema de bandeiras tarifárias sofrerá novas adaptações em sua estrutura de cobrança a partir do próximo ano. A principal mudança, que entrará em vigor em fevereiro, está relacionada ao estabelecimento de dois patamares de cobrança para a bandeira vermelha. Atualmente, o sinal vermelho é indicado nas contas de luz quando a usina opera com o custo de geração acima de R$ 388,48/MWh. Este valor corresponde ao atual valor máximo do PLD. No dia 15 de dezembro, a diretoria da Aneel aprovou a abertura do processo de audiência pública para discutir as mudanças com o setor. Na mesma reunião, o colegiado aprovou o novo valor teto do PLD de R$ 422,56/MWh para 2016, que também será usado como gatilho para o acionamento da bandeira vermelha. O diretor da Aneel André Pepitone, que relatou a proposta de alteração das regras, disse que a cobrança da bandeira vermelha abarca a variação do custo máximo do PLD até o valor de R$ 1.200/MWh, que representa o preço mais elevado de aquisição de energia no mercado brasileiro. "Essa faixa é muito abrangente. Por isso, consideramos que seria razoável colocarmos outro patamar de cobrança na bandeira vermelha", afirmou. Esse novo patamar seria intermediário entre o valor atual da cobrança da bandeira amarela, de R$ 2,50, e o da vermelha, de R$ 4,50 a cada 100 kWh. Pela audiência pública, Aneel receberá críticas e sugestões sobre o tema entre 17 de dezembro desse ano até 17 de janeiro de 2016. (Valor Econômico – 16.12.2015)
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