Notícias do setor
24/02/2016
TCU vê risco para escoamento de energia

A capacidade de escoamento de energia no país pode ficar seriamente comprometida em caso de um novo fracasso dos leilões de linhas de transmissão em 2016. O alerta foi feito pelo TCU, que aponta riscos de gargalos no setor elétrico se não aparecerem interessados em pelo menos oito dos 26 lotes que o governo pretende licitar nos próximos meses. A Aneel deverá aprovar hoje, em reunião de diretoria colegiada, os editais de licitação. Quatro importantes restrições para o funcionamento adequado do SIN são apontadas pela área técnica do TCU como riscos advindos de um novo "vazio" nos leilões. Parte dos empreendimentos já foi oferecida ao mercado no ano passado, mas não atraiu interessados. Um dos principais problemas envolve a distribuição de energia que será produzida pela hidrelétrica de Teles Pires (MT). Desta vez, o que está em jogo não é a primeira conexão da usina ao sistema interligado, mas sua chegada aos grandes centros consumidores. O mesmo entrave pode acometer o fluxo da energia gerada pela usina de Belo Monte. Apesar da existência de grandes "linhões" para carregar os megawatts produzidos pelos dois megaprojetos, o TCU identificou a insuficiência de redes secundárias para levar essa energia para algumas regiões consumidoras. É como se uma estrada duplicada afunilasse subitamente e não desse conta de escoar todo o fluxo de veículos até seu destino. "Se tivermos todas essas linhas em funcionamento, o ONS consegue otimizar o uso da energia produzida no sistema interligado e garante melhores opções de despacho das usinas disponíveis para acionamento", explica o secretário de fiscalização de infraestrutura de energia elétrica do TCU, Daniel Maia. Em outras palavras, o risco não é de falta, mas de má utilização da energia disponível, especialmente de fontes consideradas mais baratas. (Valor Econômico – 23.02.2016)

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