A Renova Energia passa por um ano de "arrumação" depois do fim do acordo bilionário de venda da carteira de projetos para a americana SunEdison. "Eu chamo 2016 de ano do freio de arrumação. Tínhamos um 'pipeline' de projetos acelerado, houve uma mudança nas condições externas e perdemos a capacidade de reciclar o capital que achávamos que íamos ter", explicou Carlos Waack, presidente da companhia desde janeiro. A "reciclagem" de capital a que ele se refere era a venda de uma carteira de projetos de 2.204,2 MW em capacidade instalada à SunEdison. Os ativos eram avaliados em R$ 13,4 bi, que seriam pagos em ações da TerraForm Global, veículo liderado pela empresa americana que fez sua estreia no mercado em agosto de 2015. O fim do acordo foi anunciado no início de dezembro e a Renova começou a implementar uma reestruturação para viabilizar seus negócios. Uma parte das mudanças foi anunciada no começo de fevereiro ¬ um aumento de capital de R$ 731,25 mi. A Cemig, acionista que tem 27,35% das ações da companhia, se comprometeu a subscrever R$ 240 mi desse aumento de capital. "A Renova, por ser de capital intensivo, sempre precisa de aumento de capital, é da natureza do negócio. A opção anterior era a reciclagem do capital, tivemos alguns problemas e não funcionou exatamente como o esperado", disse Waack. Segundo o executivo, em um mercado de dívida cara, essa foi a solução encontrada. "É uma expectativa pessoal, acho que é natural a subscrição total não acontecer", afirmou. Apenas a parcela referente à Cemig já resolve as necessidades da companhia agora. "Os R$ 240 mi são exatamente o que a gente espera, qualquer coisa acima disso virá no benefício da companhia", afirmou. Se apenas a Cemig subscrever o aumento de capital, sua participação na Renova vai para 33,6% do capital total. (Valor Econômico – 23.02.2016)
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