22/11/2017
Instituições públicas avançam com estudos sobre migração para o mercado livre

Após o Ministério do Planejamento iniciar o processo de avaliação de oportunidade de migrar 34 unidades consumidoras da administração Federal para o mercado livre de energia, outras instituições públicas seguem o mesmo caminho e avançam com estudos em busca reduzir seus gastos com energia elétrica. Gilberto Rossi, diretor de Gestão da Matrix Energy Trading, disse que a comercializadora vem prestando consultoria para o Sepro (Serviço Federal de Processamento de Dados), maior empresa pública de prestação de serviço em tecnologia da informação do Brasil, e para a Marinha, que deseja migrar seu principal ponto de consumo de energia elétrica, a Base Naval do Rio de Janeiro. Todos os processos foram precedidos de licitação pública. Rossi explicou que o serviço está sendo prestado em etapas. Num primeiro momento estão sendo feitos os estudos de viabilidade e o treinamento das equipes envolvidas. As etapas seguintes envolvem a elaboração de uma estratégia de contratação de energia e depois a efetiva migração, tudo para garantir que não haverá nenhum tipo de problema. Rossi destacou uma importante característica desses novos clientes: eles buscam contratos de longuíssimo prazo, diferente do que ocorre normalmente com unidades privadas. Na avaliação de Josiani, há uma série de medidas em andamento pelo Governo que serão determinantes para a ampliação e consolidação do mercado livre no Brasil. Em fevereiro deste ano, o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, disse em entrevista coletiva que o Governo Federal passaria a comprar e consumir energia no mercado livre a partir de 2018. Por permitir a livre negociação de preço direto com geradoras e comercializadoras, a energia no mercado livre pode garantir uma redução de até 20% nas faturas, diferente da energia entregue pela distribuidora, cujas tarifas são previamente fixadas pela Aneel e sofrem aumentos sazonais quando há o acionamento das bandeiras tarifárias. (Agência CanalEnergia – 20.11.2017)


 



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