09/05/2018
MME emite nota e cita Lava Jato para dizer que não há respaldo para reajustar tarifa de Angra 3

Uma nota técnica do MME diz que não há respaldo para qualquer reajuste na tarifa de Angra 3, cujas obras estão paralisadas há um ano e meio. O custo do empreendimento, de acordo com o documento, pode ter sido influenciado "por eventuais práticas de superfaturamento". No documento, o MME conclui que seria "precipitado" afirmar que um aumento no preço da energia tornaria o empreendimento viável. "É possível que o real custo da obra esteja influenciado por eventuais práticas de superfaturamento, ainda sob investigação", diz a nota. Para o MME, qualquer reajuste deveria ser precedido de estudos aprofundados. Além disso, para os custos associados a atos de corrupção, a empresa deveria buscar "ressarcimento em foro criminal". Na nota o MME ainda afirma que "sabe-se que o preço a que se chegaria talvez não fosse suficiente para a recuperação da viabilidade do empreendimento, isso porque, com a operação Lava Jato, passou-se a supor que eventualmente tenha ocorrido superfaturamento da obra", afirma a nota. A nota diz ainda que caberia apenas à Aneel, e não ao governo, "informar se essa receita seria suficiente ou não para o que pretende o empreendedor". "Originalmente, rediscutir tarifa/preço só faria sentido se fosse verificado, pela Aneel, que a Eletronuclear enfrentou diversas situações alheias à sua gestão que deram causa aos desequilíbrios vivenciados", diz a nota. (O Estado de São Paulo – 07.05.2018)


 



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