Notícias do setor
09/06/2021
Notícias do Setor

Momento Capacita especial Falando de Regulação aborda CP 27/21 - Sazonalização do MRE

A CCEE lança o Momento Capacita especial Falando de Regulação no dia 10 de junho, das 10h às 11h. O objetivo é apresentar as mudanças regulatórias em Regras e nos Procedimentos de Comercialização (PdC) em processos que estão em CP, oferecendo subsídios para que os agentes enviem contribuições para a Aneel. A primeira edição abordará a CP nº 027/21 sobre a Sazonalização do Mecanismo de Realocação de Energia - MRE, que tem como objetivo aprovar o regramento das Resoluções Normativas nº 898 e 899/2020, e está aberta para contribuições até o dia 25 de junho. A ação está de acordo com as diretrizes da Câmara de Comercialização, que vem buscando cada vez mais ampliar a interação com os agentes, levando informações e dados de qualidade que auxiliam na construção de um mercado de energia mais seguro e transparente. (CCEE – 07.06.2021)

 

Eletrobras busca medidas contra suspensão de licitação de contrato de consultorias

A Eletrobras já foi notificada sobre a decisão da juíza Geraldine Vital, da 27ª Vara do Rio de Janeiro, que concedeu liminar suspendendo o pregão eletrônico da Eletrobras para contratação de serviços especializados de avaliação econômico-financeira, previsto para 10 de junho, respondendo à ação popular impetrada pelo Coletivo Nacional dos Eletricitários. "A companhia teve ciência da liminar concedida e, no momento, avalia as providências judiciais cabíveis”, informou a estatal nesta segunda-feira (07). Segundo a juíza, a licitação aberta pela Eletrobras, em superposição à já iniciada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o mesmo fim, "ofende o princípio da economicidade e eficiência, com dispêndio imotivado de recurso público". (Broadcast Energia – 07.06.2021)

 

Excelência Energética abre chamada para venda de energia incentivada

A Excelência Energética, consultoria voltada para o setor elétrico, abriu uma chamada pública para venda de energia elétrica incentivada, para suprimento a partir de 1º de janeiro de 2024, com a entrega no submercado Nordeste. Sem revelar o nome, a Excelência Energética disse que a iniciativa é uma demanda de um dos maiores grupos que desenvolvem usinas solares fotovoltaicas no Brasil. Os interessados poderão solicitar o cadastro no período de 31 de maio a 14 de junho. (Broadcast Energia – 07.06.2021)

 

Esfera acredita em uma forte crise hídrica, mas sem necessidade de racionamento

A Esfera Energia considera precipitada a adoção eventual de um racionamento de energia como forma de combater a crise hídrica atual, uma das maiores da história do país. Apesar dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste apresentarem níveis semelhantes aos de 2001, ano do racionamento, a situação é diferente, mesmo que os riscos não devam ser desconsiderados. Para Braz Justi, presidente da Esfera Energia, alguns dos pontos de atenção são o próprio crescimento da atividade econômica e a perspectiva de chuvas para os próximos meses. No primeiro caso, ele entende que o comportamento do PIB, que cresceu 1,2% no primeiro trimestre, comparado com o período anterior, encerrado em dezembro, é um sinal de aceleração do consumo de energia, o que pode pressionar ainda mais a geração. Já a questão das chuvas requer atenção para o retorno do regime de chuvas, principalmente no Sul do país, que embora tenha reservatórios menores, praticamente a fio d’água em todo o submercado, há uma relevante capacidade de intercâmbio a ser utilizada, “a não ser que as chuvas venham abaixo da média”. (Brasil Energia – 07.06.2021)

Aneel abre consulta do edital do leilão A-5

A Aneel aprovou a abertura de consulta pública com o edital de energia nova A-5, previsto para 30 de setembro. Poderão participar do certame empreendimentos hidráulicos de diferentes portes e projetos de geração de fontes solar, eólica e termelétrica a biomassa, a gás natural, a carvão mineral nacional e de recuperação energética de resíduos sólidos urbanos. A Aneel vai receber contribuições entre 10 de junho e 26 de julho, com a aprovação do edital prevista para 24 de agosto. Serão negociados contratos por quantidade e por disponibilidade com duração de 15 a 25 anos e início de suprimento de energia em janeiro de 2026. Empreendimentos de geração a partir de resíduos sólidos são a novidade do certame, no qual deverão disputar entre si, e terão um contrato específico. Para entrar no leilão, o projeto deverá ser previamente qualificado pela EPE. (Agência CanalEnergia – 08.06.2021)

 

ONS: reservatórios do Brasil, quedas e melhoras

Em meio à crise hídrica que se instalou no País, os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste voltaram a cair na semana de 30/05 a 06/06, chegando a 31,73% de sua capacidade de armazenamento, segundo dados divulgados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Em relação à semana passada, o volume representa uma redução de 0,46 ponto porcentual (p.p.), e de 22,86 p.p. na comparação com o mesmo período de 2020. Para o mês de junho, o ONS estima que as Energias Naturais Afluentes (ENAs) no Sudeste/Centro-Oeste, sejam de 62% da média histórica. No Sul, os reservatórios tiveram alta de 0,8 p.p. para 58,01%. Já em relação ao ano passado, o armazenamento na região está 39,49 p.p. melhor. As represas que atendem às hidrelétricas tiveram redução de 1,18 p.p. na semana, chegando a 62,39% de sua capacidade. Em comparação com 2020, houve redução de 28,95 p.p., segundo o ONS. Já no subsistema Norte, os reservatórios ficaram em 84,58% da capacidade, alta de 0,07 p.p. em base semanal de comparação e de 1,49 p.p. ante os volumes apurados um ano antes. As afluências na região devem ficar em 74% da média histórica, com o armazenamento em 81,5% até o final do mês. (Broadcast Energia – 07.06.2021)

 

Empresa cria motor que pode ser instalado nas rodas dos VEs

A britânica Saietta Group criou um novo produto focado no ganho de espaço e eficácia dos VEs. A empresa inventou um novo motor, conhecido como AFT 140 (tração por fluxo axial), que pode revolucionar a indústria automotiva nos próximos anos. O projeto apresenta um motor de imã permanente sem escova que é totalmente selado. O objetivo da nova tecnologia da Saietta é transformar os carros elétricos mais eficientes com uma única carga. A inclusão do motor na roda dos carros elétricos também reduz a complexidade da unidade motriz, permitindo a redução no número de peças necessárias, ou seja, diminuindo o peso total do conjunto. O CEO da Saietta Group, Wicher Kist, afirma que a empresa não pretende se tornar uma fabricante de plataformas, e sim trabalhar com criadores delas, para complementar ao invés de competir. Para mostrar a eficácia do motor nas rodas dos veículos, a Saietta testou a tecnologia em um Renault Twizy. Os testes concluíram que o AFT 140 traz consigo uma extensão de alcance de 10%, mostrando sua eficácia. (Click Petroleo e Gás – 07.06.2021)

 

Bureau Veritas lança ferramenta de simulação de vento flutuante

O Bureau Veritas (BV), líder mundial em teste, inspeção e certificação, lançou uma nova ferramenta de simulação digital - Opera - que será um ativo chave para a certificação de unidades flutuantes, notadamente turbinas eólicas flutuantes desenvolvido ao longo de 10 anos de pesquisa e desenvolvimento e engenharia rigorosa, o Opera oferece uma solução de modelagem independente e totalmente integrada que inclui todos os componentes de uma turbina eólica flutuante, de sistemas de ancoragem a pás. O Opera traz recursos novos e exclusivos, incluindo, compreensão completa de todos os projetos eólicos flutuantes e flexibilidade para atender a qualquer projeto inovador, executa análises de cargas integradas levando em consideração todos os tipos de acoplamentos, fornece precisão, confiabilidade e velocidade para atender às solicitações dos clientes, fornece serviços de verificação independente, apoia a equipe de revisão de design em caso de problemas técnicos. (Energy Global - 08.06.2021)

 

Uma dupla atômica: Bill Gates e Warren Buffett se unem para criar reator nuclear avançado

Bill Gates e Warrren Buffett estão juntos no projeto de um reator nuclear, batizado de Natrium, a ser construído no lugar de uma usina de carvão desativada no estado americano de Wyoming. A ideia do reator, que é menor que os tradicionais e cuja tecnologia seria mais eficiente, é combinar sódio com sais fundidos armazenados num esquema que poderia produzir mais de 345 megawatts de energia, chegando a 500 megawatts e alimentando cerca de 400 mil residências. A energia gerada seria um complemento a outras formas sustentáveis como a energia solar e a eólica, visando a reduzir as emissões de gás carbônico no planeta. Mas o reator nuclear não deixará as formas tradicionais de alimentação: também se valerá de urânio empobrecido ou natural como combustível, segundo a BBC. O projeto levará pelo menos sete anos para ficar pronto, segundo o presidente da empresa, Chris Levesque. A TerraPower avalia o custo do projeto da nova usina (destinada à prova de conceito do Natrium) em US$ 1 bilhão. O governo americano está interessado no projeto. O Departamento de Energia dos EUA concedeu à TerraPower US$ 80 milhões a título de financiamento inicial, e prometeu mais fundos ao longo da construção do reator. (O Globo – 07.06.2021)

 

FGV: IGP-DI fica em 3,40% em maio

O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou inflação de 3,40% em maio, percentual superior ao apurado no mês anterior, quando havia registrado taxa de 2,22%, informou a FGV. Com esse resultado, o índice acumula alta de 14,13% no ano e de 36,53% em 12 meses. Em maio de 2020, o índice havia variado 1,07% e acumulava elevação de 6,81% em 12 meses. Com peso de 60%, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 4,20% em maio, ante 2,90% em abril. Com peso de 30%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,81% em maio, contra 0,23% em abril. Com os 10% restantes, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 2,22% em maio, ante 0,90% no mês anterior. (Valor Econômico – 08.06.2021)

 

Ibovespa tem correção e fecha em queda; dólar vai a R$ 5,0349

Após uma série de recordes consecutivos, o Ibovespa terminou a terça-feira (8) em queda de 0,76% aos 129.787 pontos, em movimento de realização de lucros em dia sem grandes novidades no mercado de ações. Entre as principais correções do dia estão os papéis do setor financeiro, enquanto os ganhos foram liderados pelas varejistas após dados sobre as vendas do comércio.

Em abril, as vendas no varejo registraram alta de 1,8% na comparação com o mês anterior, registrando o maior ganho para o mês desde 2000, segundo os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados hoje, com o desempenho voltando a ficar acima do nível pré-pandemia.

Na análise de João Beck, economista e sócio da BRA, a correção na Bolsa brasileira foi patrocinada por notícias sobre a renovação do auxílio emergencial. “O teto de gastos é desde o início do ano o fator que mais preocupa o mercado”, avalia o especialista, acrescentando que “qualquer sinal de que voltaremos a esse tema, deixa todos apreensivos, mais ainda num momento em que ainda se estuda o custo de uma crise hídrica e a entrada em breve em um período eleitoral.”

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje que o governo deve estender a rodada de pagamentos do auxílio emergencial aos mais vulneráveis por mais “dois ou três meses”, com a expectativa de ganhar tempo para o avanço da vacinação contra a Covid-19.

O dólar voltou a fechar estável em relação ao real nesta terça-feira e negociado a R$ 5,0349 na venda, em sessão marcada por expectativas sobre decisões de política monetária, enquanto investidores acompanham a melhor percepção sobre a economia doméstica.

Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho, chamou a atenção para os impactos dos juros domésticos no câmbio: “amanhã temos a divulgação do IPCA e uma aceleração da inflação deve reforçar a expectativa de nova alta de 0,75 ponto percentual por parte do BC. A estratégia do BC de iniciar um processo de normalização tem favorecido o real”.

Em Wall Street, o dia foi também foi de poucas oscilações, com o índice de blue chips Dow Jones terminando mais uma sessão em leve queda, enquanto o Nasdaq Composite encerrou o terceiro pregão no azul. Os investidores norte-americanos apostam na cautela à espera da divulgação do índice de preços ao consumidor nesta quinta-feira e da próxima decisão de política monetária do Federal Reserve no dia 16, data em que também será encerrada a reunião do Comitê de Política Monetária aqui no Brasil.

De acordo com a equipe da Guide Investimentos, a discussão em torno da persistência da inflação nos EUA segue se colocando como principal risco para os mercados, o que reforça o foco no índice de preços ao consumidor nos EUA de maio.

No fechamento, o Dow Jones terminou a sessão em queda de 0,09% aos 34.599 pontos, o S&P 500 ganhou 0,02% aos 4.427 pontos e o Nasdaq avançou 0,31% aos 13.924 pontos.

Copom

Em evento virtual do banco JPMorgan, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto afirmou hoje que a perspectiva para a inflação do setor de serviços será uma das principais questões que o Comitê de Política Monetária (Copom) vai avaliar em sua próxima reunião nos dias 15 e 16 deste mês.

Ele notou que atualmente, nos EUA, os consumidores estão com dificuldade para alugar carros e conseguir vagas em hotéis, por exemplo, em meio ao aumento da demanda.

“Isso te diz que há esse estágio da euforia em que as pessoas querem fazer isso, então acho que isso vai acontecer no Brasil também, e isso nos dá uma melhor perspectiva para o segundo semestre”, disse Campos Neto.

Ainda segundo o presidente do Banco Central, alguns fatores por trás dos choques têm alimentado a inflação no país no período recente estão se estabilizado nas últimas semanas. “O câmbio tem performado melhor, as commodities estão de lado, mas você tem a questão da energia que começa a impactar”, afirmou, acrescentando que o BC terá de fazer uma análise do efeito líquido desses fatores (Reuters, 8/6/21)

Anfavea vê riscos de mais paradas de fábricas por falta de chips

As montadoras de veículos do país atingiram uma espécie de teto de produção nos primeiros cinco meses deste ano, bem abaixo de sua capacidade e do desempenho apresentado antes da chegada da pandemia ao país, em meio a problemas que incluem a crise global na oferta de chips.

Usados em veículos em sistemas que vão dos freios, passando pelo motor e até em entretenimento e comunicação, os chips são essenciais no processo produtivo do setor automotivo. E a crise na oferta de semicondutores tem feito a indústria de veículos global trabalhar com a perspectiva de amargar uma perda de produção de 3% a 5% no número de unidades montadas este ano.

“Chegamos a um platô ao redor de 200 mil veículos (por mês) nos primeiros cinco meses por conta da restrição na oferta de componentes, em especial de semicondutores”, disse o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Carlos Moraes, a jornalistas.

“As montadoras estão tentando mitigar o risco de parada de produção por falta de semicondutores”, afirmou, referindo-se ao segundo semestre e avaliando que apenas em 2022 é que a indústria global poderá ter uma situação de equilíbrio entre oferta e demanda do componente.

Embora a produção de veículos tenha subido 55,6% nos primeiros cinco meses do ano em relação ao mesmo período de 2020, para 981,5 mil unidades, a capacidade do setor é de cerca de 5 milhões de unidades por ano. Em 2019, a indústria fabricou 1,24 milhão de veículos no mesmo intervalo.

Como as vendas no período subiram quase 32%, para 891,7 mil veículos, o setor terminou maio com estoques suficientes para 15 dias de vendas, ou 96,5 mil unidades, segundo os dados da Anfavea. Antes da crise, o setor considerava normal um volume suficiente para pelo menos um mês de vendas.

Moraes afirmou que diante de uma série de incertezas que vão muito além da própria crise de oferta de semicondutores, algo que inclui o quadro macro da economia, o lento processo de vacinação e riscos de crise de energia por causa do baixo nível de reservatórios de hidrelétricas, a Anfavea não vai alterar suas projeções para ano.

Ele, porém, afirmou que as estimativas para caminhões, cujas vendas dispararam cerca de 64% no acumulado do ano puxadas pelo agronegócio, poderão ser revistas para cima no próximo mês.

A Anfavea divulgou no início do ano que espera crescimento de 25% na produção total de veículos e alta de 15% nas vendas.

Outra dor de cabeça do setor são os reajustes nos preços de matérias-primas. Segundo Moraes, as siderúrgicas estão negociando com as montadoras novos reajustes nos preços de aço nos contratos que vencem no meio do ano. Ele não deu detalhes.

Em maio, as montadoras de veículos instaladas no país produziram 192,8 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, um crescimento de 1% em relação a abril. As vendas avançaram 7,7%, a 188,7 mil veículos.

O setor apurou exportações 37 mil veículos em maio, uma expansão de 9,1% ante abril. No acumulado dos cinco primeiros meses, as vendas externas alcançaram 166,6 mil veículos, expansão de 66,5% sobre o mesmo período de 2020 (Reuters, 8/6/21)

 

 

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